quarta-feira, 10 de julho de 2013

Roseana recebeu governador de Goiás para discutir mudanças no ICMS.

Na ocasião, também foi proposto um protocolo de intenções para que os estados utilizem o Porto do Itaqui e a Ferrovia Norte-Sul no escoamento de seus produtos.
A governadora Roseana Sarney recebeu, na manhã de ontem, terça-feira (9), em seu gabinete, no Palácio dos Leões, o governador de Goiás, Marconi Perillo. Ele veio buscar apoio da governadora para tentar impedir a aprovação do projeto que unifica as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS) em operações estaduais.
“Temos de discutir ICMS e optar por uma posição comum para resguardar os interesses do Nordeste, Norte e Centro-Oeste e não perdermos receita e investimentos”, avaliou Roseana.
Também participaram da audiência os secretários Claudio Trinchão (Fazenda), João Abreu (Casa Civil), Mauricio Macedo (Indústria e Comércio),  Sergio Macedo (Comunicação), o presidente da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial Brasil), José Alves, entre outras lideranças políticas.

Segundo Perillo, a medida implicaria na perda de arrecadação para os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “A reforma tributária prejudicará muito as economias emergentes. Se não tivermos um diferencial no ICMS, com certeza, as empresas não virão aos nossos estados. Isso significa ainda menos R$ 2 milhões de empregos nestas regiões. Queremos um país de economia e desenvolvimento equilibrados”, alertou.
Na ocasião, também foi proposto um protocolo de intenções para que os estados utilizem o Porto do Itaqui e a Ferrovia Norte-Sul na distribuição mais rápida de produtos e a preços mais competitivos. A governadora disse que as ideias serão analisadas.
Para o secretário e coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária, Claudio Trinchão, a visita do governador de Goiás é importante para firmar parcerias e  unir forças contra o risco de atratividade com as mudanças no ICMS. “Os nossos entendimentos são convergentes e tendem a avançar”, afirmou.