quarta-feira, 3 de julho de 2013

No colégio Dehon, alunos do Programa Mais Educação tem Aulas suspensas por falta de alimentação.

Alunos do Colégio dehon de ensino fundamental, que fazem parte do programa mais educação, tiveram as aulas suspensas por falta de alimentação. Os alunos inconformados exigem explicações e medidas por parte das autoridades, os mesmos usaram a internet e tiveram acesso as informações do programa e decidiram  denunciar por meio do Blog.
O principal objetivo do Programa Mais educação é oferece educação em tempo integral em escolas da rede pública disponibilizando métodos de estudos, atividades pedagógicas, esporte, lazer, cultura, artes, inclusão digital, promoção da saúde, prevenção, educação científica, educação econômica e deve contar com uma boa alimentação.
Em santa Luzia, duas escolas fazem parte e estão integradas no programa, que são a unidade integrada acadêmico José Sarney e como já mencionamos anteriormente, o Colégio Dehon. Em ambas as escolas, as irregularidades são claras e evidentes, no Acadêmico os alunos não contam com a alimentação, pois os mesmo são obrigados a irem até suas residências, almoçar e logo em seguida devem voltar para a escola, sendo que, segundo o programa a escola deveria fornecer uma alimentação adequada para esses alunos. Já no colégio Dehon o problema é um pouco diferente, os alunos contam com alimentação, mais segundo foi apurado, a quantidade comprada não é suficiente para suprir às necessidades da escola, segundo depoimento dos próprios alunos, a alimentação é de péssima qualidade, quase sempre é servido Arroz branco com carne moída ou frango, e está sempre em falta, fato é que, por esse motivo, volta e meia as aulas são suspensas por falta de alimentação.



O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) exige um cuidado especial na qualidade dos alimentos e na elaboração do cardápio, que devem ser preparados com antecedência, antes do período letivo, e deve conter produtos naturais frescos, como frutas, verduras e legumes, que posteriormente serão  submetidos ao CAE (Conselho de Alimentação Escolar) para sugestões. A definição dos cardápios e o acompanhamento do preparo dos alimentos devem ser coordenados por uma nutricionista e não pelas merendeiras, como está acontecendo atualmente, a nutricionista é a principal responsável pela merenda junto à prefeitura e deverá está cadastrada junto ao FNDE como nutricionista técnico responsável pelo PNAE no município. 
A realidade é outra.
Sabe-se que, existe sim uma Nutricionista encarregada, porém segundo relatos dos alunos e de alguns funcionários, esse profissional praticamente não comparece as escolas, e o trabalho que deveria ser realizado pelo profissional nutricionista, na realidade está sendo feito pelas próprias merendeiras, que obviamente não possuem nenhum tipo de capacitação técnica para isso, as funcionarias se viram como podem, são elas as encarregadas de escolher e elaborar o cardápio.
A equipe do Blog tentou entrar em contato com a Secretaria de Educação do Município para ouvir sua versão, mais ao saber que se tratava do Blog do Platy, a SEMEC preferiu não se pronunciar. Às vezes o silencio pode ser a melhor das respostas

Outro problema gravíssimo identificado é questão do CAE, que é o Conselho de Alimentação escolar, que tem como principal finalidade:

  • Acompanhar a aplicação dos recursos federais.
  • Acompanhar e monitorar a aquisição dos produtos adquiridos para o PNAE, zelando pela qualidade dos produtos, em todos os níveis, 
  • Comunicar à prefeitura qualquer indicio de irregularidades em relação aos gêneros alimentícios.
  • Noticiar qualquer irregularidade identificada na execução do PNAE ao FNDE, à Controladoria Geral da União, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União.
  • Acompanhar a elaboração dos cardápios, opinando sobre sua adequação à realidade local.
  • Acompanhar a execução físico-financeira do programa, zelando pela sua melhor aplicabilidade.

Agora, a grande pergunta é. Quem são os integrantes desse Conselho? Onde vivem? De onde eles vêm? Acaso seriam seres de outro planeta? Consultamos diversos professores e profissionais da área ,que já possuem uma vasta experiência dentro do município e também algumas autoridades, e simplesmente ninguém soube passar nenhum tipo de informação sobre esse conselho tão importante, a identidade dos integrantes é desconhecida pela maioria da população e dos próprios funcionários da Educação Luziense. 
Sabemos que o CAE deve ser constituído por sete membros. Um representante do poder Executivo; outro representante do poder Legislativo; dois representantes dos professores; dois representantes de pais de alunos, que são indicados formalmente pelos conselhos escolares; e outro que seria o representante de outro segmento da sociedade civil.
Seria de grande importância que a SEMEC divulgasse o nome dos integrantes desse Conselho, pois são eles quem deve fazer o papel que estamos fazendo! É o conselho quem deve acompanhar a aplicação correta dos recursos federais, é o conselho quem deve monitorar a qualidade da merenda e denunciar supostas irregularidades.
Os recursos estão ai, somente no mês dia Junho, foram liberados para o município de Santa Luzia o valor de R$ 47, 424,00, destinados especificamente para o programa mais educação.

Isso sem contar com as verbas destinadas as outras modalidades, no que vai do ano Santa Luzia já recebeu R$ 738, 770,00 de recursos para a Alimentação escolar.
 Fonte recursos

 Esperamos que a SEMEC tome uma providencia imediata sobre o problema da merenda, caso contrario iremos efetivar junto ao Ministério Publico uma denuncia formal, documentada com fotos e videos registrados dentro das unidades.

Fonte : Blog Do Platy